EUA decide sobretaxar a exportação do aço e alumínio, diz CNI

A sobretaxa sobre o aço e o alumínio preocupa pelo prejuízo que pode causar às exportações do Brasil. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) se posicionou por meio de uma nota assim que a medida protecionista foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos.

A nota, então divulgada pela entidade no dia 2 de março, aponta que as exportações de ferro e aço podem sofrer um saldo negativo de US$ 3 bilhões.

Em reais, esse prejuízo se converte em cerca de R$ 9,8 bilhões. Já as exportações de alumínio teriam um impacto negativo de US$ 144 milhões, cerca de R$ 470 milhões.

A Confederação Nacional da Indústria se considera “contrária à decisão injustificada e ilegal do governo dos Estados Unidos de aplicar sobretaxas ao aço e ao alumínio exportados pelo Brasil e outras economias.”

Sobretaxa do aço fere regras da OMC

Além disso, a CNI considera que os Estados Unidos ferem regras da Organização Mundial do Comércio (OMC):

“O governo americano impõe medidas de forma unilateral sem respeitar as regras de investigação para a adoção de medidas de defesa comercial, discrimina o produto estrangeiro em detrimento do produzido nos EUA e amplia a tributação da importação para além das alíquotas acordadas pelo próprio país na OMC.”

Medida não resolve o problema da indústria siderúrgica dos Estados Unidos

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria afirma que essa medida não irá resolver o problema da indústria siderúrgica dos Estados Unidos:

“O setor enfrenta um cenário mundial de excesso de oferta de produtos e a solução desse problema requer negociações multilaterais entre todos os países produtores.”

Expectativa pela isenção da sobretaxa

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, posiciona-se atrás apenas do Canadá. Caso a medida de sobretaxa seja aprovada, o impacto negativo será muito grande.

É por isso que há alta expectativa pela isenção da sobretaxa. O Brasil continua com as negociações com os Estados Unidos para conseguir configurar na lista dos países livres da cobrança adicional.

Inicialmente, no começo de março, o governo norte-americano havia anunciado que haveria um adicional de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio.