O crescimento da construção civil em 2018

O ano de 2017 foi negativo para a Construção Civil. Entre todos os setores, foi o que teve a maior queda no PIB (Produto Interno Bruto) e fechou com -6%.

O setor acumulou o terceiro ano consecutivo de retração. A recessão econômica, desemprego, aumento do preço dos imóveis e restrição do crédito só impactaram ainda mais a crise da Construção Civil.

A operação Lava Jato também teve grande efeito na queda do setor. Muitas obras de infraestrutura foram reduzidas ou paralisadas. Sem contar a diminuição dos investimentos do governo.
Esse cenário comprometeu o crescimento da Construção Civil.

Dados da pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de SP (Sinduscon-SP) com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostraram os reflexos negativos do setor no mercado de trabalho:

• O ano de 2017 fechou com menos 125 mil vagas.
• Em relação a 2016, a queda no emprego foi de 5,01%.
• Desde 2014, um acumulado de 1,3 milhão de postos de trabalho fechados.

Tendência de Sustentabilidade: usar Ferro e Aço

Os resultados negativos enfrentados pela Construção Civil até o ano anterior mostraram a necessidade de soluções mais eficientes a longo prazo.

A tendência de sustentabilidade com o uso de ferro deve ficar em alta.

Isso se deve a preocupação em andamento de reduzir o desperdício, respeitar o meio ambiente e ainda encontrar alternativas para aumentar a rentabilidade do setor.
Usar o ferro e o aço permite:

• Construir estruturas com medidas mais precisas e em quantidade exata.
• Reutilização dos materiais metálicos e adaptação dos materiais nas mais diversas construções e tipos de espaços.
• Novas tecnologias e métodos inteligentes de reciclagem geram melhor reaproveitamento do ferro e do aço.
• Além da evidente economia, a tendência de sustentabilidade aumenta o ciclo de vida dos materiais com um uso mais consciente do ferro e aço.

Perspectiva para o mercado de Construção Civil

O maior desejo é que o mercado de Construção Civil deixe o histórico negativo para trás. A perspectiva estimada pelo Sinduscon-SP segue essa linha: o crescimento do setor deve ser de 2% em 2018.

A entidade considera esse crescimento com base em dois fatores:

• A expectativa pela redução dos estoques de imóveis e distratos nas obras de infraestrutura no projeto Minha Casa Minha Vida.
• E provável ampliação do crédito imobiliário.

No entanto, as incertezas políticas irão ditar os resultados reais do setor.

Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), essa recuperação depende de:

• Investimentos em infraestrutura: projetos de concessões e parcerias público-privadas;
• Restabelecimento do crédito sem impedimentos a financiamentos;
• iniciativas voltadas à segurança jurídica e à desburocratização.

Apesar das incertezas em relação ao cenário econômico e político do Brasil, espera-se que o crescimento da Construção Civil aconteça aos poucos, ainda que de forma mais lenta.